Carolina França Netto Chiodi
Título da Dissertação: O "Patrimônio do Morro": segregação socioespacial no espaço urbano em Ouro Preto
Ano de defesa: 2019
Orientador: Cláudio Rezende Ribeiro
Resumo | Abstract: A imagem setecentista que se forja do período colonial da “histórica” Ouro Preto tenta encobrir uma cidade com graves problemas sociais e urbanos. A ocupação de seus morros periféricos em áreas de risco socioambiental é uma das formas mais notáveis de desigualdade e segregação deste espaço urbano. Releva atentar que estes mesmos morros eram ocupados desde a formação urbana inicial desse sítio por homens e mulheres pobres e marginalizados; os “desclassificados sociais”. Logo, é possível observar que a ocorrência da pobreza nesses espaços no passado e no presente não é mera coincidência geográfica. Para apreender esse processo, realizamos uma análise espaço temporal, buscando entender não só o percurso e as formas que a pobreza vem assumindo, mas como se deu o fenômeno da segregação socioespacial que se verifica na contemporaneidade. Aos “espaços opacos”, ou “espaços de pobreza” são dirigidas umas das manifestações mais perversas e silenciosas de segregação: a invisibilização e o apagamento de espaços e sujeitos sociais. Sobre este aspecto e apoiados na tríade lefebvriana do espaço social, trouxemos como estudo de caso o “caminho-tronco”, representação do espaço feita pelo arquiteto iphaniano Sylvio de Vasconcellos. É no modo de produção do espaço ouropretano, repleto de conflitos e contradições, mas também de transformações e de lutas que tentamos desvelar esse espaço urbano, trazendo um debate entre a representação do espaço, pobreza e o direito à memória.
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