pesquisa



Projeto Integrado de Apoio Tecnológico e Social a Favelas Cariocas

Coordenador
Sônia Azevedo Le Cocq d’Oliveira

O presente projeto pretende dar continuidades às ações desenvolvidas pelos estagiários, bolsistas e professores tais como: formulação de diagnósticos para comunidades, capacitação dos alunos para atuação nessa área, já que a mesma compreende aspectos jurídicos e urbanísticos que ultrapassam a formação acadêmica específica dos alunos de um único curso da universidade, levantamento de dados em campo, realização de assembléias comunitárias, acompanhamento social, apoio a organizações da população alvo e um conjunto de ações ainda não exercitadas que garantam a sustentabilidade das intervenções efetuadas até o momento. Por outro lado, entendemos que a ampliação proposta vai enriquecer as pesquisas desenvolvidas pelos professores e alunos sobre os temas relacionados à questão urbana. A trajetória de pesquisa e extensão da equipe de professoras envolvidas na área de política urbana credencia os mesmos para desenvolver atividades que vão contribuir para o aprofundar as diferentes dimensões da vida acadêmica: ensino, pesquisa e extensão. Vale destacar a relevância desta proposta em termos da formação profissional, posto que o estágio integra a grade curricular dos cursos de graduação.O trabalho de extensão universitária proposto neste projeto decorre da solicitação de apoio a Pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal do Rio de Janeiro por parte da Associação de Moradores e Amigos do Morro dos Prazeres após os desastres ocasionados pelas chuvas do mês de abril de 2010, que tiveram consequências trágicas em várias cidades do estado do Rio de Janeiro (Angra dos Reis, Niterói e cidade do Rio de Janeiro). A comunidade do Morro dos Prazeres foi uma das áreas severamente atingidas pela enxurrada, tendo várias vítimas fatais em função dos deslizamentos de terra que provocaram o desabamento de várias residências e a morte de moradores. A ação imediata do Poder Público Municipal e da Defesa Civil foi o resgate de sobreviventes e corpos, procedendo imediatamente à interdição de toda a comunidade, sem distinção da área atingida pelo deslizamento das outras áreas não afetadas e emitindo “autos de interdição” sem a realização de laudos técnicos que fundamentassem a remoção compulsória dos moradores em desrespeito às normas cabíveis.