produção



Arquitetura Paisagística – Arte, Natureza, Cidade

Autor:
Raquel Hemerly Tardin Coelho
Patricia Maya

Livro - Arquitetura Paisagística - Arte, Natureza, Cidade, 2017

Nesta publicação, apresentamos uma compilação dos onze projetos produzidos pelos discentes do Mestrado Profissional em Arquitetura Paisagística na disciplina Oficina de Projeto II, realizada no primeiro semestre de 2016. Registre-se que o MPAP agrega docentes e discentes de diversas áreas do conhecimento, relacionadas à construção da paisagem: geógrafos, arquitetos e urbanistas, biólogos, paisagistas, advogados, entre outros, responsáveis pelo trabalho multidisciplinar e transdisciplinar proposto.

A Oficina buscou a prática do projeto paisagístico a partir da exploração das relações entre os espaços livres e ocupados e o sítio paisagístico como um todo, com a valorização das dinâmicas biofísicas e socioculturais como geratrizes projetuais. Os mestrandos foram instados a pensar/ planejar/ projetar a paisagem de acordo com uma problemática por eles determinada. Os projetos foram desenvolvidos individualmente e em lugares específicos selecionados pelos alunos, os quais se situavam, em sua maioria, em recortes espaciais próximos àqueles pensados para serem abordados nas dissertações de mestrado de cada um. As reflexões e projetos desenvolvidos na oficina visaram estimular a experiência projetual a partir de diferentes aportes teóricos, explorações práticas e linguagens de representação, instigando posturas criativas que perpassassem o processo de projeto. Em suma, abordamos as principais dinâmicas da paisagem como uma estratégia inspiradora de propostas projetuais alternativas para a criação de novas paisagens.

Na primeira etapa, de concepção, foram apresentados métodos de apreensão de intervenção na paisagem, os quais guiaram os debates teóricos. Houve também a discussão das problemáticas trazidas pelos alunos, inserindo-as no contexto da produção e da reflexão contemporânea sobre o projeto paisagístico. A análise dos recortes espaciais evidenciou dinâmicas socioculturais (conteúdos sociais, percepções, expressões e representações da cultura) e biofísicas (relacionadas à água, vegetação, topografia e solos) existentes em diferentes escalas e rebatidas, espacial e funcionalmente, nos elementos/processos da paisagem. Tais análises desdobraram-se na identificação de problemas e potencialidades referentes à realização e preservação das dinâmicas estudadas, de acordo com a problemática escolhida e suas interfaces (positivas ou negativas) com o contexto urbano. A partir das inter-relações observadas, os alunos desenvolveram a conceituação dos projetos e as estratégias de intervenção na paisagem. Como resultado dessa etapa, houve a apresentação e discussão dos projetos entre os alunos, os professores da disciplina e convidados. Na etapa seguinte, de desenvolvimento, foram elaboradas alternativas de projeto com base nas estratégias traçadas anteriormente. Estas buscaram sua estruturação nas dinâmicas encontradas no lugar, nas “lógicas” da vida humana e da natureza. As apresentações finais dos projetos abarcaram o desenvolvimento total dos trabalhos e novamente foram discutidas em seminário, com a presença de convidados externos.

Aqui, estas propostas estão organizadas a partir de três aspectos definidores – e mesmo constitutivos – da ideia de paisagem: Arte, Natureza e Cidade. Isto porque, na concepção de cada uma das propostas, apesar da abordagem ampla desenvolvida inicialmente, identificamos focos principais da ação projetual, advindos do caráter e da escala do território selecionado.

Projeto: